Make your own free website on Tripod.com

história de igrejas

Imaculada Conceição, Padroeira de Portugal
Home
O Convento do Salvador em Lisboa e Casas Nobres de Azambuja e Alenquer
Os Telles (de Meneses) de Alenquer
A Antiga Igreja de NªSª das Virtudes, de Ventosa - Alenquer
Ota e a sua igreja do Divino Espírito Santo
A Ermida de Nª Sª da Redonda, de Alenquer
O Antigo Convento de Nª Sª da Conceição de Alenquer
A Vila de Ota e a Igreja do Espírito Santo
O Lugar de Arneiro e a sua Capela do Espírito Santo
As Antigas Igrejas de Santiago, de Alenquer e Palmela
O Pensamento de Nogueira, beirão guardense
igreja de Santa Catarina, de Alenquer
IGREJA DE S.PEDRO, DE ALENQUER
igreja de Santa Madalena-Aldeia Gavinha
Igreja de Santana da Carnota
Imaculada Conceição, Padroeira de Portugal
igreja-santuário de N.S.da Piedade, em Merceana-Alenquer
A Igreja de S. Bartolomeu,de Castanheira do Ribatejo
A Igreja do Espírito Santo, de Alenquer
igreja-basílica de Santa Quitéria, de Meca
O Convento de S. Jerónimo, do Mato
Pereiro de Palhacana e a História das duas Igrejas
A Capela de S. Roque, de Abrigada
O pelourinho e Igreja de N.S.Prazeres, de Aldeia Galega
Igreja de S. Sebastião, da Espiçandeira
Ruinas do antigo Convento de Montejunto
Vila Verde dos Francos e as ilustres famílias dos Noronhas e Albuquerques
Igreja Nª Sª dos Anjos, de Vila Verde dos Francos
A minha vida -cinco décadas de estudos
Favorite Links
Contact Me
Ex-Convento e Igreja de S.Francisco de Alenquer
Ex-Convento de Santo António de Charnais-Merceana

Nossa Senhora da Conceição, Padroeira de Portugal 

Enter content here

                       

                 

                        .

 

 

   A PADROEIRA DE PORTUGAL, Nª Sª DA CONCEIÇÃO, COM DIGNA

     REPRESENTAÇÃO EM ALENQUER, ESTÁ QUASE ESQUECIDA.

     Uma Referência à aldeia de Pereiro de Palhacana

 

   Perde-se no decurso dos séculos, o sentimento honroso a que obedeceu a criação solene de tomar como Padroeira de Portugal a Imaculada Conceição. Hoje, estamos porventura esquecidos, desde que a partir de 1917 se desviaram as intenções para o culto e devoção em honra de Nª Sª de Fátima, e de suas alegadas aparições aos pastorinhos da Cova da Iria, em duas ou três ocasiões desse distante ano.

    Sabe-se que foi com o Rei D. João IV, da Ilustre Casa de Bragança, que foi instituído o estatuto de real religiosidade,de ser considerada Nossa Senhora da Conceição, como Padroeira de Portugal. Frei João de S. Bernardo recordou no acto da coroação do Rei, que já D. João I construíra o Mosteiro da Batalha e D. Nuno Álvares Pereira erigira o Convento do Carmo e os Infantes D. Fernando e D. Beatriz fundaram em Beja , o Mosteiro da Conceição, com o voto sublime de invocação à Virgem Santíssima, Nª Sª da Conceição. E em Alenquer ?. Lembramos para já e por agora a Igreja de Nª Sª da Conceição em Pereiro de Palhacana. E mais à frente faremos alusão ao excelente trabalho de autoria do Senhor António Quintino, sobre as Festas em honra de Nossa Senhora da Conceição, naquela localidade, publicado no jornal Nova Verdade, na edição de 30 de Novembro de 2001(página 23).

    O Rei D. João IV, não esqueceu a exortação de Frei João de S. Bernardino, e nas cortes de 28 de Dezembro de 1645, conduziu os três Estados do Reino, a elegerem Nª Sª da Conceição, por defensora e protectora de Portugal e seus territórios. Aliás, o Rei intitulava-se não só soberano de Portugal, mas também Senhor da Guiné e da Conquista , Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia.

    A deliberação solene de tomar Nª Sª da Conceição como Padroeira de Portugal, teve lugar em 25 de Março de 1646. Perante toda a Corte, o Rei pronunciou:

- assentamos de tomar por padroeira de Nossos Reinos e Senhorios, a Santíssima Virgem, Nossa Senhora da Conceição, na forma dos Breves do Santo Padre Urbano 8º, obrigando-me a aceitar a confirmação da Santa Sé Apostólica e lhe ofereço em meu nome e do príncipe D. Theodósio, e de todos os meus descendentes, sucessores, Reinos, Senhorios e Vassalos a Sua Santa Caza da Conceição sita em Vila Viçosa-.

    O acto de imponente solenidade prosseguiu com os juramentos e os efeitos reais própriamente ditos: - se alguma pessoa intentar contra esta nossa promessa, juramento e vassalagem, por este mesmo efeito, sendo vassalo, o havemos por não natural e queremos que seja logo lançado fora do Reino; se fôr Rei, haja a sua e nossa maldição e não se conte entre nossos descendentes, esperando que pelo mesmo Deus que nos deu o Reino e subiu à dignidade real, seja dela abatido e despojado. Para que em todo o tempo haja a certeza desta nossa Eleição, promessa e juramento, firmada e estabelecida em Cortes, mandamos fazer dela três autos públicos, um que vai ser levado de imediato à Corte de Roma para se expedir a confirmação da Santa Sé Apostólica, outro que se juntará a esta confirmação, e o terceiro com cópia se guarde no Cartório da Caza de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e na nossa Torre do Tombo - - Lisboa, aos 25 de Março de 1646; Baltazar Roiz Coelho, o fez; Pedro Vieira da Silva, o escreveu.

    Em 25 de Março de 1646, dia de Ramos, perante a Corte e representantes do Reino e cinco bispos reunidos na Capela Real dos Paços da Ribeira, realizou-se esta solene cerimónia de juramento. Pedro Vieira da Silva leu em voz alta o texto e por fim a fórmula do juramento, que o Rei, ajoelhado, diante do altar foi repetindo. O mesmo fizeram o príncipe, os grandes da nobreza, os representantes do povo e os bispos presentes. O acto terminou com solene Te Deum.

    A confirmação papal, todavia, demorou 25 anos a chegar, devido a intrigas de Filipe IV, que faziam manter suspensas as nossas relações com a Santa Sé. Finalmente em 1671, Clemente X, aprovou e confirmou o decreto de el-Rei D. João IV. O Breve Papal ratificou a "eleição da Bem Aventurada Virgem Maria sob a invocação da Santíssima Conceição, como particular, única e singular Advogada e Protectora do Reino de Portugal".

    Regressando agora a Alenquer, e apoiando-nos no circunstanciado artigo elaborado Senhor António Quintino, como já referi, nele podemos ler que a 8 de Dezembro de cada ano, tal como aconteceu em 2001, da parte de tarde "vai haver a tradicional procissão, com o maior respeito e veneração, pelos devotos da Nossa Senhora da Conceição sendo esta acompanhada pela banda de música do Olhalvo e por muito povo, percorrendo as principais ruas da terra, como habitualmente acontece todos oa anos". E o articulista diz em outro passo do texto: " Estas solenidades religiosas que começam a 8 e encerram a 10 de Dezembro, mais uma vez atraem a esta aldeia de Pereiro de Palhacana, grande número de pessoas, de vários pontos do país, dando grande brilhantismo a esta tradição de romaria com hábitos transmitidos de geração em geração, que ao longo dos séculos tem demonstrado a sua devoção e dedicação à Nª Sª Imaculada Conceição".

    Os excertos aqui descritos entre aspas são da autoria do Senhor António Quintino, a quem endereçamos por esta via e assim publicamente, a expressão do nosso agradecimento, com o pedido de autorização à posteriori, destas suas descrições do seu texto. Pelo seu trabalho se pode apreciar o bom gosto dos nossos concidadãos em saber preservar as nossas tradições que são a chancela da nossa identidade.

    Com caracter excepcional, permitam-me os caros leitores, referir um facto que me ocorre na consciência e até no meu imaginário. Desde a minha infância aprendi e habituei-me a memorizar que o dia 8 de Dezembro, de Nª Sª da Imaculada Conceição, estava associado ao "Dia da Mãe". Porém este Dia comemora-se, agora, a 5 de Maio. Eu pergunto: o que se ganhou com esta alteração? Que motivações estiveram na base de uma decisão destas ? Interesses de que ordem ? : religiosos, políticos ou até comerciais ?. Eu creio que esta e outras alterações, que muitas vezes partem de pessoas que nada têm que fazer, são rudes e crus golpes às tradições centenárias de um Povo. Respondam-me, sim, quem souber, porque desejo aprender mais.

                 

Fontes: - A Aldeia de Pereiro Palhacana

                Vai Mais Uma Vez Honrar a Nossa Senhora da Conceição

                   de António Quintino -- Jornal N.V. de 30.11.2001.

 

                                       Carlos Nogueira

 

Enter supporting content here