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Igreja de Santana da Carnota 

A IGREJA DE SANT'ANA DA CARNOTA

Localizada no centro desta freguesia, que tomou o nome desta Santa, em Carnota, a Igreja Matriz é um templo digno de demorada visita, pela beleza do seu interior.

De arquitectura equilibrada, é uma das poucas Igrejas, que temos visitado, que possui duas sacristias de idêntica área e configuração. É uma Igreja do século XVIII, portanto, não muito antiga. Entretanto, com o terramoto de 1755, a Capela-Mór ficou totalmente destruída, conforme informou e deixou escrito o prior de então, Padre Manuel Maços. A sacristia do lado esquerdo ostenta ainda um importante vestígio na parede, logo à entrada, do que deverá ser um capitel, talvez românico, de uma coluna que está encoberta, dessa antiga Capela-Mór que ficou destruída. Nesta sacristia há também uma importante escultura, feita decerto posteriormente, em pedra de calcário, feita na própria parede, e que se trata de um Cruz ornamentada com veios e florais laterais. Nesta sala há ainda a destacar uma outra escultura em pedra, mas esta não fixa em parede alguma, que é a cabeça e tronco de um Cristo em posição de deitado; é uma peça de grande valor artístico, que bem revela o génio do artista ao trabalhar o calcário, com o cinzel.

Quem está no exterior, sem nunca ter entrado nesta Igreja, não faz a mais pequena ideia da beleza do seu interior, em ornamentos de paineis de parede, artísticamente trabalhados em aplicações perfeitas de estuques em gesso, que combinam excelentemente com o calcário polido das paredes que se coadunam com aqueles paineis. No século XVIII, fez moda a decoração de tectos e paredes, com estuques, em muitos palácios, igrejas e salões de festas. Nesta Igreja, pode-se ainda contemplar hoje, esses excelentes trabalhos e é de louvar que elas estejam assim tão bem conservadas; de resto, e aliás, está a decorrer na Igreja um persistente e compassado trabalho de restauro e conservação de todas as pinturas interiores e exteriores desta Igreja. O tecto que é de berço, está forrado a madeira, e totalmente coberto de pinturas, tendo ao centro a figura de Santa Ana e o seu nome escrito de forma bem visível a olho nú. O Arco Triunfal que separa a Capela-Mór do corpo central da Igreja, é muito elegante com colunas duplas de cada lado, com capiteis profusamente esculpidos. Nesta zona, estão construídos dois extraordinários altares; um de cada lado, cujos tectos dos mesmos formam uma semi-abóboda: altar de Nª Sª de Fátima, à direita; e de Nª Sª da Conceição, à esquerda.

No topo da tribuna do altar-mór há um resplandecente desenho dourado onde está pintado o "Cordeiro" pisando o livro das sagradas escrituras. Há ainda um belo tabernáculo em madeira, um Cristo na Cruz, e na base o sacrário de rica talha; à esquerda a Imagem de Santa Ana, de pé, e à direita, Santo António. Na outra sacristia, na parede central há uma extraordinária Imagem de Santa Ana, sentada com o Menino ao colo e ao lado, a Mãe de Jesus. Nas paredes laterais, há mais duas esculturas em calcário; uma de cada lado, representando uma delas, Nª Sª do Rosário salvando "almas do purgatório" e a outra é a Custódia em formato grande.

Há que referir ainda o espectacular Côro, uma obra bem concebida com varandim em madeira, e que está a ser beneficiado com obras de restauro. Assistimos a uma missa de domingo e apreciámos muito louvávelmente o empenho e gosto dedicados pelos jovens neste côro de cânticos que está constituído nesta Igreja. Este agrupamento coral, utilizando viola e outros instrumentos de hoje, ocuparam a plataforma do alto do Côro, por cima da porta principal de entrada, recurso que hoje, infelizmente, na maioria das Igrejas não é aproveitado, e que o devia ser, como o é aqui. Com os seus cânticos, souberam dar harmonia e equilíbrio no conjunto da celebração eucarística. E foi, também, deveras reconfortante, podermos ouvir no fim da missa, as palavras e conselhos de estímulo que o Reverendo Padre José Cruz dirigiu aos jovens, para êxito dos seus trabalhos na Escola e nos seus deveres com os pais e familiares, deixando ainda para todos os fieis desta Assembleia dominical, uma palavra de amizade e de solicitação para o empenho de todos na continuação das obras de pintura e restauro desta ampla e bonita Igreja de Santa Ana da Carnota.

Fontes: Alemquer e o Seu Concelho, de

Guilherme João Carlos Henriques - 1873.

 

 

 

 

O Concelho de Alenquer, de Profs. António

de Oliveira Melo, António Rodrigues Guapo, e

Padre José Eduardo Ferreira Martins.

                                              Carlos Nogueira

 

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