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Pereiro de Palhacana e a História das duas Igrejas
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Pereiro de Palhacana e a História das duas Igrejas
 

 

 PEREIRO DE PALHACANA E A HISTÓRIA DAS DUAS IGREJAS

 

    A actual freguesia de Pereiro de Palhacana possui como igreja paroquial, a Igreja de Nª Sª da Conceição, templo do século XVII. Antigamente, existia, em vez da actual, a freguesia de S.Miguel de Palhacana que abarcava lugares que hoje estão distribuídos pelas freguesias de Pereiro de Palhacana e Ribafria. Por isso nessa época precedente, S. Miguel de Palhacana era uma das maiores freguesias do concelho de Alenquer, e o seu orago era o Arcanjo São Miguel. E existe a Igreja de S.Miguel de Palhacana, com um grande cemitério contíguo, que recolhe os defuntos das duas freguesias. Esta Igreja chegou ameaçar ruína, mas em bom tempo disso escapou, por nela ter sido instalado um telhado novo que agora ostenta. Porém, o telhado da dependência de rectaguarda, onde teria sido a sacristia, ameaça ruir se não for consertado ou substituído.Esta Igreja está desactivada e localiza-se num lugar quase ermo e de planalto, próximo da encruzilhada de estradas que seguem para Ribafria, Pereiro de Palhacana e Sobral de Monte Agraço. É uma Igreja de uma só nave e o seu interior é desolador, porque está despida de imagens e sem móveis de equipamento. Julga-se que na época das invasões napoleónicas, portanto em 1802, teria sido saqueada e utilizada, por ter grande dimensão interior, para recolha de cavalos e atrelados das tropas invasoras que devastaram este concelho.

     O lugar de Palhacana é muito antigo; remonta ao ano de 1164, data em que D.Afonso Henriques, 1º Rei de Portugal, fez doação desse lugar ao Mosteiro de S.João de Tarouca. Julga-se que este mosteiro tenha sido a primeira Casa em Portugal da Ordem de Cister ( de S.Bernardo no sèc. XII) fundado em 1143, pensando-se que também o tenha sido S.Cristóvão de Lafões, perto de S.Pedro do Sul (Viseu). Seja como fôr, o certo é que D.Afonso Henriques depois das suas sucessivas conquistas aos Mouros, chamou e permitiu que os monges cistercienses tomassem um papel activo na colonização do território português e na evangelização do povo; assim Palhacana fez parte do património de S.João de Tarouca. Os tempos e os proprietários foram mudando com muitas e variadas transmissões de vínculos de morgadio e de domínio, mas resistiu ao tempo o nome do lugar de Palhacana existindo uma quinta particular com o seu nome.

     Mas regressando ao interior da localidade de Pereiro de Palhacana nela encontramos e referida Igreja de Nª Sª da Conceição que desperta a curiosidade pelo seu alpendre de entrada suportado por 11 colunas de estilo toscano. O seu interior está enriquecido por um belo altar de rica talha de fina arquitectura e o seu arco de pedra é digno de admirar. Nos altares colaterais, num deles o da direita tem a imagem do Arcanjo S:Miguel, que terá vindo da Igreja de que atrás falamos. No outro há uma imagem de NªSª de Fátima. No altar-mor, ao centro a Padroeira, à direita Santo António e à esquerda uma artística e antiga imagem de S.Sebastião. Esta Igreja de reduzidas dimensões tem no entanto uma grande e acolhedora beleza interior. Possui um valioso conjunto de azulejos em todas as paredes interiores. Na sacristia há um valioso quadro, já algo arruinado pelo tempo e antiguidade que possui que representará S.José com o Menino Jesus e segundo nos foi informado teria sido oferecido pelos proprietários da Quinta de Valverde. A festa da Padroeira desta Igreja realiza-se em 8 de Dezembro, dia que antigamente era dedicado às Mães.

 

 

  Fontes: O Concelho de Alenquer, de

                 Profs. António de Oliveira Melo, António

                   Rodrigues Guapo e Pdre. José Eduardo

                   Martins.

                Colectânea Textos D.N. Património e Recu-

                   peração de Conjuntos Monásticos-2000.
                                                                                                Carlos Nogueira

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